Sexta, 29 Maio 2009 10:02 | Escrito por Eddy | | |
Muito se poderia dizer relativamente à Estudantina de Braga. Mas a verdade é que…ainda há pouco para contar.
O mês era Setembro, o ano da graça 2007. Um grupo de amigos encontra-se numa adega muito bem frequentada e começam a falar da sobre o tempo e futebol.
Duas horas depois, já com algumas cervejas bebidas, vem a nostalgia. Nostalgia dos tempos de estudante, dos tempos de tuna. Sim, porque cada um dos boémios, perdão, amigos pertence a uma tuna diferente da cidade dos arcebispos, tunas que vêm perdendo a vitalidade que as caracterizava. O espírito desvanece-se, a vontade desaparece, os grupos separam-se.
Então, por entre chouriças e moelas, surge a ideia. Fez-se a luz! Ah, afinal a luz não se fez. Foi o dono do estabelecimento que acendeu mais uma lâmpada. De qualquer forma, o processo já se tinha iniciado de forma irreversível.
Imaginem - Uma tuna constituída por pessoas de outras tunas que não perderam a ligação com estas, mas que abraçaram este propósito na esperança de manter viva a tradição, as serenatas, a boémia e o tão falado espírito tunante. No fundo, uma desculpa para não arrumar o traje e deixar que as traças façam o seu serviço. Porém, como o conceito de uma tuna constituída apenas por tunos de outras tunas é limitador e demasiado selectivo, alargamos a nossa selecção a estudantes e ex-estudantes de Braga, ou seja, pessoas que tenham, de alguma forma, uma ligação a esta nossa querida cidade, que no fundo é o que nos une.
No dia 15 de Dezembro, depois de uns meses de ensaio na Junta de Freguesia de S. Victor, que tão amavelmente nos tem acolhido, a primeira actuação, para a família e amigos. Foi um óptimo ensaio, que nos deixou com imensa vontade de continuar, de acreditar neste projecto que nos é tão querido.
Jantares, almoços, pequeno-almoço, lanches, casamentos, baptizados, divórcios, despedidas de solteiras, aniversários, ensaios, festas da aldeia, festas da vila, festas da cidade, tudo tem sido motivo para nos encontrarmos e divertir quem nos rodeia.
Actualizado em (Sexta, 29 Maio 2009 10:38)
Estudantina de Braga.
Quinta, 29 Janeiro 2009 15:50 | Escrito por TUNO COGUMELO | | |
Como outrora disse um “ilustre anónimo” em comentário a um post no saudoso blog da Estudantina de Braga (que teve de ser “abatido” porque um elemento (cujo o nome não digo mas começa por L acaba em G e tem um “an” no meio) se esqueceu da pass de acesso e nunca mais o podemos utilizar):
O que falta no panorama nacional e na cidade de Braga é mais uma tuna, a juntar-se às restantes 3500 já existentes, só p’ra encher chouriços e com dúbia qualidade”
Pois face a esta situação, e porque não queremos desfraudar as expectativas de nenhum dos internautas (que por mim seriam internetóespectadores), decidimos ir em frente com este projecto que pode parecer um pouco confuso, mas que a nosso ver (e aos olhos do internetóespectador que comentou o referido post) faz cada vez mais sentido…
A verdade, e show-off’s e interesses entre tunas à parte, é que o mundo das tunas sofre também uma crise. Não há apenas crises financeiras, crises de valores, crises dos raios que os partam, há também uma crise de espírito tunante… Já ninguém sabe o que é uma tuna (se bem que no portugaltunas se tenta descortinar isso à 6 anos) e isso ressente-se principalmente nas tunas com menos apoios financeiros e em que quem a integra, não o faz para viajar gratuitamente pelo país e alem fronteiras ou para poder pisar uns palcos de re-nome por uns minutos de protagonismo efémero. Os que integram estas tunas fazem-no porque se sentem bem nelas, porque são um grupo de amigos com sentido de pertença, porque não fazem dos seus objectivos ir a grandes festivais e estar com um nível musical ao nível duma orquestra nacional de Berlim, sem muitas vezes saberem o nome do elemento que esta ao seu lado a partilhar esse momento.
E estes genuínos elementos são cada vez mais escassos nas tunas, e a meu ver, essa é a razão pela qual chegamos a este ponto.
Assim, a Estudantina de Braga apresenta-se como uma “manta de retalhos”, com elementos de diferentes tunas que se foram cruzando ao longo dos seus percursos tunantes, sem nunca perder a ligação com as suas tunas de origem, mas que abraçaram este propósito na esperança de chegar mais longe, de manter viva a tradição, o amor e o tão falado espírito tunante. Como o conceito de uma tuna constituída apenas por tunos de outras tunas é limitador e demasiado selectivo, alargamos a nossa selecção a estudantes e ex-estudantes de Braga, ou seja, pessoas que tenham, de alguma forma, uma ligação a esta nossa querida cidade, que no fundo é o que nos une.
Imbuídos do recente espírito eleitoral americano, não afirmamos prontamente que queremos chegar a “festivais nacionalmente reconhecidos”, nem que seremos os maiores. Nunca usaremos o YES WE CAN.
Dizemos apenas que gostamos de juntar uns amigos que gostam de tocar umas musicas com instrumentos ditos “de tuna” e que vamos tentar preservar esta vontade de perceber o que sentiram os primeiros homens que formaram uma tuna há uns valentes anos atrás…